Nova versão do Axe, o meu CMS estático que está no ar desde 2013

Axe é o meu CMS estático open source, especializado em blogs, que dispensa bancos de dados e recursos na nuvem, e mantém sites que carregam bem até em planos baratos de provedores brasileiros.

Eu criei o Axe em 2012, logo depois de perder definitivamente a paciência com a complexidade crescente do WordPress (após já ter passado pelo mesmo ciclo com o Drupal, 5 anos antes).

O Axe – que publicou este post que você está lendo – é um sistema gerenciador de conteúdo, em PHP modo shell que, a partir de arquivos contendo apenas o título e o corpo do post, em formato texto ou HTML, gera e atualiza toda a estrutura típica de um blog: índices, páginas de posts individuais, feed, tags, sitemap, etc.

Além de ser simples1 na operação, o Axe é da família dos CMS estáticos, o que significa que ele só processa os posts no momento das inclusões e alterações – na hora de servir a página, ele dispensa ter PHP, Javascript2, nuvem etc., porque a página é gerada como um HTML estático.

Uma oportunidade inesperada

Na semana passada, um pedido de um colega (até então) desconhecido colocou em marcha os acontecimentos que conduziram à primeira atualização em versão pública do Axe desde 2013.

Eu uso o Axe literalmente todos os dias, portanto não foi desuso a causa desse tempo todo sem atualização: a questão é que esse CMS foi desenvolvido a partir de um mapeamento das minhas demandas pessoais de publicação de blogs, e já em 2013 ele ficou completo em termos de recursos.

Assim, a partir de 2013, com o Axe já rodando em todos os meus blogs e mais alguns sites, as únicas alterações que eu fiz na base de código dele foram pra manter a compatibilidade com as mudanças de sintaxe do PHP em modo shell (entre o PHP 5 e o PHP 8, basicamente) – que nem foram muitas.

O inesperado (considerando o tempo que faz desde a última vez que isso aconteceu) contato de um usuário interessado em usar o Axe me fez perceber que a versão disponível para download ainda era compatível com o PHP 5, e daria erro em provedores modernos. A solução foi simples: portar para a versão pública os ajustes que fiz nesse período (meia dúzia de linhas, se tanto), e gerar um novo pacote.


print da conversa on-line do link acima, entre usuário interessado e o autor do Axe, falando sobre empacotar uma versão atualizada
A conversa com o Pablo, que motivou a atualização do Axe em 2026

Literalmente, demorei mais tempo escrevendo e publicando o post de anúncio da atualização do que atualizando o pacote – que o próprio usuário solicitante validou para mim, em uma instalação bem-sucedida, logo depois.

Aproveitei o mesmo embalo para colocar no ar uma página centralizando o download e a documentação do Axe, para que futuros novos interessados possam fazer as coisas na ordem que preferirem, sem precisar olhar todo o histórico de publicações.

Vale destacar: as atividades de operação do Axe ocorrem via linha de comando, no Terminal, portanto ele exige que você tenha acesso shell (SSH ou similar) ao seu servidor de hospedagem e saiba usá-lo.

O Axe também exige que o PHP esteja disponível na linha de comando, embora dispense a ativação do mod_php no servidor web, já que o interpretador PHP é usado apenas em modo shell, no momento da publicação ou gestão do conteúdo – e não para servir as páginas.

Tchau, Github

Também aproveitei o mesmo embalo e descontinuei o repositório do Axe no Github. O Github em 2026 não é mais o que era em 2013 (para dizer o mínimo), e o meu interesse em desenvolvimento colaborativo do Axe é baixo ou inexistente, pois eu o considero completo.

O código continua aberto (licença Apache 2.0) e disponível para quem quiser conhecer e experimentar.

 
  1.  Que, neste caso, não é sinônimo de fácil, embora o Axe nem seja dos mais difíceis também.

  2.  A não ser que você inclua essa demanda na sua própria personalização, layout etc.