Hoje o HD do meu desktop se foi. Era um Maxtor de 500GB, e curiosamente foi comprado há exatos 12 meses, quando o seu antecessor também deixou de funcionar.
Mas, ao contrário do que ocorreu há um ano, dessa vez tivemos um longo adeus. Já há umas 2 ou 3 semanas eu percebi que ele estava fazendo ruídos indevidos ao funcionar, e logo em seguida algum daemon que fica falando com o SMART me avisou, em um belo popup, que “um ou mais discos rígidos” estavam prestes a falhar – e apontou o dedo bem pro disco certo.

Eu tenho tido alguma disciplina com os backups caseiros, mas com todo esse aviso prévio deu de fazer mais do que isso, e providenciar uma cópia completa do disco, em um HD externo, enquanto eu não comprasse um substituto à altura.
Mas ontem (segunda-feira) o HD velho resolveu abrir o bico de vez. Eu não estava usando o PC intensamente, então simplesmente pulei para o netbook para o que estava fazendo de mais sério, e deixei o desktop ligado para navegar e assistir twitter. Foi uma experiência interessante: tudo começou a perder desempenho de forma bastante visível, logo o sistema estava me exibindo erros relativamente raros de ver em casa (/tmp read-only? não pode abrir pipe? wtf?), e abrir novos programas se tornou impossível. Mesmo o navegador, que já estava aberto, de vez em quando fazia o sistema inteiro travar, provavelmente enquanto o OS ficava esperando o timeout de alguma operação de disco.
Antes de dormir decidi que estava na hora de encerrar aquela crueldade contra o hardware, fiz uma cópia (bem-sucedida) dos últimos logs, e desliguei o micro. Hoje de manhã, por desencargo, liguei o PC, e o boot até começou, mas ainda no começo do init ele me avisou que não ia poder montar alguns filesystems do fstab porque o disco não estava pronto. De fato era o fim.
Comércio local #fail
Como não ia mais dar pra adiar, saí no comércio local aqui de Jurerê, e perguntei por HDs SATA. O vendedor me disse que tinha dois lá – um de 80GB(?!) e um de 320GB, ao régio preço de R$ 380,00(!!). Mesmo assim pedi para “ver com a mão” esse aparelho tão caro, e ele disse que teria que esperar um pouco, porque estava instalado no micro dele, em testes.
Arrã! Mas disse ele que, se eu quisesse levar, ele até formataria pra mim, e seria melhor que um HD lacrado, porque estes vêm desformatados. Fico imaginando com que tipo de cliente eles devem estar acostumados a lidar…
WOOT
À tarde eu ia precisar ir mais pra perto da civilização para fazer compras de supermercado, então simplesmente saí da lojinha local me despedindo educadamente, e aproveitei a ida à Beira-Mar para visitar uma loja de micreiro profissional que fica ao lado do supermercado Angeloni – a Usina do Micro.

Lá fui muito bem atendido, e comprei um HD de 1TB por quase R$ 100 a MENOS do que pagaria pelo modelo de 320GB não-assumidamente usado que os lojistas locais tentaram me empurrar.
Aproveitei e comprei também uma antena omni de 10dBi (e uns 30cm) pra continuar minhas experiências com cobertura wi-fi em arquiteturas sinuosas.
Reinstalação e restore
Logo terminei também as compras do supermercado e a visita ao correio, e me dirigi para casa – tendo no caminho a oportunidade de levar uma fechada violenta do Fiat Uno do Mal (hoje transfigurado em um Celta branco) na frente do posto da polícia rodoviária. Chegando aqui, foi guardar o que era da geladeira, e me dirigir, com chave philips em punho, ao gabinete do desktop.
Trocar HD interno hoje é ainda mais fácil que nos bons tempos (porque os conectores SATA encaixam mais fácil). E como instalar o Ubuntu (e outros contemporâneos) é fácil, eu peguei o mesmo pendrive que recentemente usei pra fazer o upgrade do netbook, e bootei o desktop com ele. A maioria das configurações já estava correta, mas tive que fazer o particionamento (e por uns 15 minutos deu a impressão de que “eu nunca vou lotar um HD de 1TB”) e preencher o hostname certo.
Depois de instalar, foi só fazer os salamaleques necessários pro segundo monitor funcionar do jeito que eu queria, e fazer restore do /home (já concluído) e das partições de dados (vai rolar na madrugada).
Com o tempo a gente vai aprendendo bastante coisa com a vida, e uma das que eu aprendi é que, no que diz respeito aos desktops domésticos, a chatice da prevenção de catástrofes compensa. Na hora em que um HD, a placa mãe ou qualquer componente vital vai pro saco, o plano de continuidade pode ser simplesmente plugar um HD externo de mirror em algum outro micro que esteja à mão e seguir com o trabalho do dia, sem o stress da perda dos dados ou da produção.
Ou, quando dá, ter a tranquilidade de que os dados estão seguros, e tudo o que será necessário é substituir os componentes que queimaram. Mas sem considerar comprá-los na loja aqui da esquina…





