Archive for the ‘Geek, nerd, etc.’ Category

R. I. P. Maxtor DiamondMax

Tuesday, December 22nd, 2009

Hoje o HD do meu desktop se foi. Era um Maxtor de 500GB, e curiosamente foi comprado há exatos 12 meses, quando o seu antecessor também deixou de funcionar.

Mas, ao contrário do que ocorreu há um ano, dessa vez tivemos um longo adeus. Já há umas 2 ou 3 semanas eu percebi que ele estava fazendo ruídos indevidos ao funcionar, e logo em seguida algum daemon que fica falando com o SMART me avisou, em um belo popup, que “um ou mais discos rígidos” estavam prestes a falhar – e apontou o dedo bem pro disco certo.

Eu tenho tido alguma disciplina com os backups caseiros, mas com todo esse aviso prévio deu de fazer mais do que isso, e providenciar uma cópia completa do disco, em um HD externo, enquanto eu não comprasse um substituto à altura.

Mas ontem (segunda-feira) o HD velho resolveu abrir o bico de vez. Eu não estava usando o PC intensamente, então simplesmente pulei para o netbook para o que estava fazendo de mais sério, e deixei o desktop ligado para navegar e assistir twitter. Foi uma experiência interessante: tudo começou a perder desempenho de forma bastante visível, logo o sistema estava me exibindo erros relativamente raros de ver em casa (/tmp read-only? não pode abrir pipe? wtf?), e abrir novos programas se tornou impossível. Mesmo o navegador, que já estava aberto, de vez em quando fazia o sistema inteiro travar, provavelmente enquanto o OS ficava esperando o timeout de alguma operação de disco.

Antes de dormir decidi que estava na hora de encerrar aquela crueldade contra o hardware, fiz uma cópia (bem-sucedida) dos últimos logs, e desliguei o micro. Hoje de manhã, por desencargo, liguei o PC, e o boot até começou, mas ainda no começo do init ele me avisou que não ia poder montar alguns filesystems do fstab porque o disco não estava pronto. De fato era o fim.

Comércio local #fail

Como não ia mais dar pra adiar, saí no comércio local aqui de Jurerê, e perguntei por HDs SATA. O vendedor me disse que tinha dois lá – um de 80GB(?!) e um de 320GB, ao régio preço de R$ 380,00(!!). Mesmo assim pedi para “ver com a mão” esse aparelho tão caro, e ele disse que teria que esperar um pouco, porque estava instalado no micro dele, em testes.

Arrã! Mas disse ele que, se eu quisesse levar, ele até formataria pra mim, e seria melhor que um HD lacrado, porque estes vêm desformatados. Fico imaginando com que tipo de cliente eles devem estar acostumados a lidar…

WOOT

À tarde eu ia precisar ir mais pra perto da civilização para fazer compras de supermercado, então simplesmente saí da lojinha local me despedindo educadamente, e aproveitei a ida à Beira-Mar para visitar uma loja de micreiro profissional que fica ao lado do supermercado Angeloni – a Usina do Micro.

Lá fui muito bem atendido, e comprei um HD de 1TB por quase R$ 100 a MENOS do que pagaria pelo modelo de 320GB não-assumidamente usado que os lojistas locais tentaram me empurrar.

Aproveitei e comprei também uma antena omni de 10dBi (e uns 30cm) pra continuar minhas experiências com cobertura wi-fi em arquiteturas sinuosas.

Reinstalação e restore

Logo terminei também as compras do supermercado e a visita ao correio, e me dirigi para casa – tendo no caminho a oportunidade de levar uma fechada violenta do Fiat Uno do Mal (hoje transfigurado em um Celta branco) na frente do posto da polícia rodoviária. Chegando aqui, foi guardar o que era da geladeira, e me dirigir, com chave philips em punho, ao gabinete do desktop.

Trocar HD interno hoje é ainda mais fácil que nos bons tempos (porque os conectores SATA encaixam mais fácil). E como instalar o Ubuntu (e outros contemporâneos) é fácil, eu peguei o mesmo pendrive que recentemente usei pra fazer o upgrade do netbook, e bootei o desktop com ele. A maioria das configurações já estava correta, mas tive que fazer o particionamento (e por uns 15 minutos deu a impressão de que “eu nunca vou lotar um HD de 1TB”) e preencher o hostname certo.

Depois de instalar, foi só fazer os salamaleques necessários pro segundo monitor funcionar do jeito que eu queria, e fazer restore do /home (já concluído) e das partições de dados (vai rolar na madrugada).

Com o tempo a gente vai aprendendo bastante coisa com a vida, e uma das que eu aprendi é que, no que diz respeito aos desktops domésticos, a chatice da prevenção de catástrofes compensa. Na hora em que um HD, a placa mãe ou qualquer componente vital vai pro saco, o plano de continuidade pode ser simplesmente plugar um HD externo de mirror em algum outro micro que esteja à mão e seguir com o trabalho do dia, sem o stress da perda dos dados ou da produção.

Ou, quando dá, ter a tranquilidade de que os dados estão seguros, e tudo o que será necessário é substituir os componentes que queimaram. Mas sem considerar comprá-los na loja aqui da esquina…

Full Metal Jacket

Sunday, December 20th, 2009

Foi um dos primeiros filmes em que pude constatar que o livro quase sempre é melhor. Excelente livro pra ler comendo pipoca! Mas o filme também não é nada de ruim.

Faz tempo que não revejo. Será que já saiu em Full HD?

The Creed of a United States Marine

1. This is my rifle. There are many like it, but this one is mine.

2. My rifle is my best friend. It is my life. I must master it as I must master my life.

3. My rifle, without me, is useless. Without my rifle, I am useless. I must fire my rifle true. I must shoot straighter than my enemy who is trying to kill me. I must shoot him before he shoots me. I will …

4. My rifle and myself know that what counts in this war is not the rounds we fire, the noise of our burst, nor the smoke we make. We know that it is the hits that count. We will hit….

5. My rifle is human, even as I, because it is my life. Thus, I will learn it as a brother. I will learn its weaknesses, its strength, its parts, its accessories, its sights and its barrel. I will ever guard it against the ravages of weather and damage as I will ever guard my legs, my arms, my eyes and my heart against damage. I will keep my rifle clean and ready. We will become part of each other. We will ….

6. Before God, I swear this creed. My rifle and myself are the defenders of my country. We are the masters of our enemy. We are the saviors of my life.

7. So be it, until victory is America’s and there is no enemy, but peace

O incendiário da firma

Friday, December 18th, 2009

Eu assisto The Office não só por achar muito engraçado (e acho), mas também porque a comédia corporativa serve de alerta e exemplo pra muita coisa.

Não imagino de onde os roteiristas tiram tantas situações (devem ser tipo o Scott Adams, que recebe de meio mundo sugestões pro Dilbert baseadas em fatos reais), mas muitas vezes eu terminei de ver um episódio já com a idéia pronta de alguma pauta a pesquisar pro Efetividade.net.

E os personagens? São quase arquétipos corporativos:

  • O chefe Michael é um eterno perdedor e coração mole, e nem ele entende (como os personagens do Seinfeld, que nunca aprendiam nada) como se safa das situações que ele mesmo cria.
  • O Dwight Schrute é um sem-noção completo, boçal ao extremo, sem habilidades sociais (“lots of CPU but no I/O”) que acredita ter resposta pra tudo e estar acima de todos. Falta uma barba…
  • O Stanley é um cara que existe em todo grupo: ele já se encostou nas cordas, está contando o tempo pra se aposentar ou ser mandado embora, e não faz questão de fazer nada que não seja absolutamente obrigatório – e mesmo assim contamina o ambiente com seu pessimismo e apatia explícitos.

E assim por diante, numa longa lista: o trainee ambicioso demais, o puxa-saco competitivo e caricato, a fofoqueira, a juíza do comportamento alheio, etc.

E, mais ou menos como é executado magistralmente no TBBT, tenho a impressão de que tudo ali é construído não para que nos identifiquemos com um personagem específico, mas sim com um conjunto das características de vários deles – daria de montar uma ficha de RPG e dar pontos de Jim, pontos de Pam, pontos de Creed, etc. para cada um de nós.

A melhor sequência ever

Narrei tudo isso só pra chegar a este ponto: essa semana eu estava assistindo a quinta temporada, cuja caixinha de DVDs acaba de chegar aqui em casa, e identifiquei na sequência abaixo, dos 4 minutos de abertura do episódio “Stress Relief”, a mais engraçada de toda a série.

Quem acessa pelo feed pode não estar vendo o vídeo ali acima, mas vale a pena clicar pra carregar o post inteiro e aí assistir a sequência de 4 minutos caóticos, que começa com o Dwight contando que na semana anterior ele deu uma palestra sobre procedimentos de segurança e ninguém prestou atenção – mas ele sabe a razão: ele usou Powerpoint, e Powerpoint é chato demais.

Por isso ele vai fazer a coisa mais lógica do mundo para que todos aprendam: trancar todas as portas, aquecer as maçanetas com um maçarico (pra parecer que tem fogo do lado de fora), e tocar fogo numa lixeira numa saleta, pra fazer bastante fumaça – e assim todos darão atenção a ele enquanto ele ensina como lidar com a situação.

O que poderia dar errado? Tudo! Ninguém está interessado em instruções. O chefe é o primeiro a gritar “Então é cada um por si!”, e o cara que consegue escapar pelo teto não está disposto a ajudar mais ninguém a subir. A funcionária que tem um gato só quer saber de salvar o gato, que é o que interessa pra ela.

Enquanto 2 empreendedores tentam, sem apoio de ninguém, arrombar uma porta usando uma copiadora como se fosse um aríete, outro arrebenta uma janela pra pedir socorro – e ninguém lembra de usar o celular.

Alheio a tudo, um cara se ocupa de quebrar a máquina de salgadinhos e encher os bolsos com pacotinhos.

E o Dwight, que tem certeza de que está tudo sendo muito instrutivo, a certo momento sobe em uma cadeira, toca uma sirene e avisa: tudo não passou de um exercício! Expressões incrédulas se dirigem a ele, mas só até se voltarem ao Stanley, que está tendo um ataque cardíaco.

A cena encerra com vários funcionários tendo que conter o chefe Michael que, apesar de não saber nada sobre o assunto, quer fazer respiração boca-a-boca no Stanley ao mesmo tempo em que, aos gritos, tenta acalmá-lo lembrando que ele é negro, e Barack agora é o presidente, então ele não pode morrer.

É uma enorme densidade de caos por segundo, e é tão legal que constou na retrospectiva de 2009 da Time. Recomendo!

pffffft

Monday, November 2nd, 2009

prlrlrlrlrlrlrrl

fap fap fap

e creio que isto sintetiza minha opinião.

Beleza?

Friday, January 30th, 2009

Beleza!

Hoje li um texto interessante do Bruce Sterling. Carrega bastante nas tintas, mas me fez refletir por mais de 12 segundos.

Backlog do BR-Linux

Thursday, November 6th, 2008

Uma tendência que eu já havia observado há 6 meses e há 12 meses se repetiu: o lançamento de uma nova versão do Ubuntu acaba influenciando a pauta da imprensa tecnicamente inclinada, tanto aqui quanto lá fora, e o código aberto pulula em um sem fim de matérias nos 10 dias seguintes.

Dessa vez o fenômeno foi um pouco mais intenso, e o resultado foi um acúmulo incrível de notícias aprovadas mas ainda não postadas no BR-Linux. Ontem de noite eu cheguei a ter uma fila de inacreditáveis (para mim, considerando o histórico) 50 posts prontos a ir ao ar, aguardando apenas eu definir data e horário. Considerando que em um dia normal eu publico 14 a 16 posts por lá, isso significa que eu tinha uma gaveta lotada com posts para 3 dias.

O usual é eu fechar cada dia com apenas 8 a 10 posts prontos a ir ao ar no dia seguinte, e ter de me virar para fechar a “pauta”. Em semanas especialmente tranquilas para mim, eu chego a acumular uns 20 posts para ir liberando aos poucos (privilegiando sempre os que têm assuntos que “vencem”) e gerenciar minha necessidade de escrever mais.

Os 50 posts acumulados de ontem mostram que a visibilidade do código aberto hoje é bem diferente do que era há poucos anos. Não necessariamente isso é bom, ou ruim – muitas das matérias são pobres, erradas, repetitivas ou negativas. Em especial, isso não significa que agora o código aberto é pop, nem que o ano que vem será o ano do Linux no desktop.

Aliás, segundo o calendário maia, o ano do Linux no desktop é 2013.

Teoria da dependência atropela o BR-Linux

Thursday, July 3rd, 2008

Uma borboleta bate as asas em Pequim, um filhote de foca espirra no ártico, um estagiário da Telefonica aperta a tecla errada em Baurü, e o estado de SP fica parcialmente fora da Internet por mais de 24h, levando consigo o BR-Linux.


O core router da Telefonica que queimou

Muito se discutiu e se debateu, mas apenas uma coisa está comprovada: um estagiário levará a culpa. E eu tenho certeza de que foi em Baurü, igual o apagão de 1999.

Vídeo de 3 minutos explica o processo de análise do MS OOXML na ISO

Friday, March 21st, 2008

O vídeo acima responde todas as dúvidas sobre o processo e as motivações, para quem ainda não tiver entendido!

I need more cow bell

Sunday, December 30th, 2007

Desejo a todos os amigos um excelente 2008 levado a sério! Com link pro vídeo do Christopher Walken ao som do Fatboy Slim pra quem estiver lendo via RSS ;-)

Thunderbirds are go!

Sunday, September 2nd, 2007


Concertos para a Juventude: Trilha sonora do fim do mundo

Essa é de quando você era novo. (link para os amigos que lêem via feed ou planets)