Archive for the ‘Bizarro’ Category

It’s alive

Sunday, November 15th, 2009

Vôos em balões não precisam ser executados de forma estúpida

Monday, July 7th, 2008

Recentemente um padre parananense exibido tentou realizar um vôo amarrado a um montão de balões de festa, em um dia de mau tempo, sem saber usar o equipamento que levava “a bordo” e que em última análise poderia ter viabilizado a chegada a tempo do resgate que daria um final diferente à sua trágica estupidez.

Pensei em fazer o trabalho final da minha pós em Gerenciamento de Projetos estudando este caso, e ainda não desisti, embora o esforço demandado pelo rigor científico necessário esteja me afastando – basear-se apenas nos relatos da imprensa me parece insuficiente, e certamente consigo encontrar algum caso mais simples de estudar.

Mas a existência de casos bem-sucedidos para comparar me faz continuar com esta idéia na cabeça. A foto acima é do recente vôo de Kent Couch, dono de um posto de gasolina, que foi do Oregon até Idaho – pouco mais de 300 km sobre o deserto.

Foi o terceiro vôo deste tipo que o Couch já fez, e neste ele levou 3 tanques de lastro líquido, que ele esvaziava aos poucos quando queria subir, uma vara com gancho, uma espingarda de pressão e uma pistola de dardos (pra atirar em balões para descer um pouco ou mesmo pousar), e mais um suprimento de ovos cozidos, carne seca e chocolate.

E ele também não descuidou da segurança e dos equipamentos de bordo: um pára-quedas (não utilizado), um GPS com altímetro, um fone via satélite e 2 rastreadores GPS – um preso nele, e o outro na cadeira de jardim em que ele voou.

E ele não foi o primeiro a sobreviver a esta idéia amalucada: em 1982 Larry Walters voou a 16.000 pés, tendo sido avistado por múltiplos aviões comerciais. A aterrissagem dele não foi tão bem-sucedida, e ele teve que pagar uma multa de US$ 1500, mas saiu andando.

A conclusão? Tem várias possíveis, mas a que me vêm à cabeça mais freqüentemente é que não é porque a idéia em si parece estúpida que o projeto e a execução também precisam ser.

Estamos de volta

Friday, June 27th, 2008

Após um breve hiato, volta ao ar o blog menos lido da região. Obrigado!

“Caveirão Não” demonstra que mau humor não é exclusividade dos extremistas que eu já conheço

Sunday, November 11th, 2007

Você às vezes muda a escolha de palavras ou de atitudes porque sabe que há extremistas em eterna vigilância sobre o seu vocabulário? Eu às vezes me percebo nessa situação (quando percebo, muitas vezes decido a tempo por desfazer a auto-censura voluntária), e em outras eu acabo me submetendo, até mesmo por concordar com os argumentos – foi isso que me levou a reescrever meu título, tirando o substantivo que eu tinha escolhido originalmente e substituindo pela palavra “extremista”, muito mais politicamente correta.

Mas vamos ao assunto. A notícia ilustrando o mau humor, ou pelo menos ausência de capacidade de encarar com leveza de espírito quem não compartilha do seu posicionamento, vem do portal da Globo: “‘Caveirão’ em corrida de rolimã na USP causa polêmica.

Será que estava faltando assunto para polêmicas nesses grupos? Vamos a um trecho: “A participação de um carrinho de rolimã estilizado como um “Caveirão”, o blindado utilizado pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da polícia do Rio de Janeiro, em uma corrida de estudantes da Universidade de São Paulo (USP) provocou indignação e motivou críticas de integrantes de movimentos de defesa dos direitos humanos no Rio de Janeiro.”

Não sou nenhum nacional-socialista e passaria longe de qualquer reunião moderna do NSDAP na minha cidade natal, mas para mim a caracterização de um carrinho de rolimã como o (talvez tristemente) famoso veículo oficial da polícia em um evento festivo é bem mais criativa do que as tradicionais fantasias de carro de bombeiro, ambulância, rabecão ou carro de fórmula 1.

Mas há quem consiga enxergar no ato razão para indignação, apontando como sintoma de alienação dos participantes em relação a um genocídio que vem ocorrendo em determinadas regiões. Mais um trecho: “”É lamentável. A gente até entende porque essas pessoas que participam dessa brincadeira são de classe média e têm esse senso de que a PM está cumprindo a tarefa de manutenção da ordem vigente. São jovens de classe média que não têm noção do que acontece. A gente sabe que efetivamente o que há é a criminalização da pobreza”, diz a advogada Lidiane Penha, integrante do movimento “Direito para quem?” e uma das participantes da campanha “Caveirão não”. ”

O próximo passo é algum velho hippie internacional proclamar seu apoio ao movimento e cancelar alguma vinda ao Brasil em protesto.

Surplus citizens

Monday, October 15th, 2007

Tive um sonho estranho, de futuro distópico, aparentemente sem mensagem oculta. Era como se eu estivesse assistindo a um documentário que se passava aproximadamente em 2050, em um país oriental, mas buscava justificar mudanças que estavam acontecendo por aqui também. Era uma coisa bem diurna, mas extremamente poluída e suja – não sombria.

O esquema todo era que havia acontecido um colapso generalizado da economia, e não era mais possível pensar em promover o livre emprego ou sustentar a população como um todo. O Estado não interveio diretamente, mas sim legalizou que a iniciativa privada, organizada como microempresas, fizesse o que fosse necessário.

Assim, a população foi dividida em blocos, havendo classes privilegiadas (podiam circular, produzir e consumir à vontade), classes restritas (identificadas por tatuagens no rosto, podiam circular, produzir e consumir apenas em determinados horários ou dias da semana) e as classes deixadas de fora, passadas a ser consideradas fora da proteção do Estado, e sem o status de seres humanos – incluindo todos os que estivessem cumprindo penas, as pessoas que estivessem sem documentos, os estrangeiros que estivessem no país sem visto e as pessoas das classes restritas que fossem pegas circulando, produzindo ou consumindo economicamente fora do seu horário.

O mais bizarro é que a iniciativa privada recebeu a autorização de explorar economicamente estas classes “inumanas”, empregando-as como trabalhadores escravos (em condições terríveis, pouca alimentação, trabalho até a morte), como fontes de doação (comercial) de órgãos em verdadeiras “fazendas de tecidos”, e com os respectivos comércios de insumos: caçadores e distribuidores de escravos e de doadores de órgãos.

Distópico, eu sei. Boa semana!

Submarino emerge em meio a regata na Espanha

Monday, October 1st, 2007

Sensacional a notícia do Valencia Sailing: Submarine disrupts the Vuelta España a Vela. Me dá a impressão de saber quem ajudou a planejar a regata, ou a rota do submarino.

A sua mente é o Gueto

Sunday, August 19th, 2007

O Darth Vader entende bem como as coisas funcionam. O Comandante Piett, aparentemente, não.

Se você está lendo pelo feed, talvez precise usar este simpático link para saber do que eu estou falando.

3 pratos de trigo

Friday, August 3rd, 2007

Eles estão chegando!

Até a surda muda

Sunday, June 24th, 2007

Meu palpite sobre a origem do “apagão aéreo” do Natal

Friday, December 29th, 2006

Eu acho que aquela companhia aérea tinha certeza de que ia ter um outro apagão, provocado pelos controladores de vôo, e por alguma razão resolveu vender muitas passagens a mais, porque sabia que não ia mesmo ter como as pessoas viajarem, ela não iria levar a culpa, e ia fazer bastante caixa nessa operação, porque poucos dos passageiros iam querer o dinheiro de volta – iam simplesmente remarcar, e ninguém ia botar a culpa nela.

Lá pela véspera do feriado, quando ficou claro que os controladores não iam jogar areia, eles perceberam que se deram mal, aí fizeram aquela manobra de tirar 8 aviões da escala inexplicavelmente pra manutenção. Isso é inexplicável mesmo, mas mais inexplicável ainda seria assumir que havia rolado uma decisão estratégica de vender muuuitas passagens a mais, contando com o caos causado por outros, que não houve.

É por isso que não vemos surgir uma cabeça numa bandeja de prata, demitido e levando a culpa pela monumental falha. Foi uma decisão estratégica, errada mas tomada por alguém que não pode ser acusado internamente. E talvez não seja interessante acusá-lo externamente também, por isso o relatório oficial do governo, que sria divulgado ontem, foi adiado pro ano que vem.

Qual o seu palpite? Mas não mencione nomes de empresas ou pessoas, que não quero me incomodar.