Archive for August, 2005

Assay! Uma fábula no oeste

Wednesday, August 31st, 2005

Billy the Kid e seu bando estão fugindo da lei, que finalmente resolveu reunir uma quantidade de gente suficiente para colocar em seu encalço. Correria, tropel, pequena vantagem a favor dos foragidos, mas subitamente eles se vêem à beira de uma ravina, e interrompem prontamente o galope. Não podem avançar, não podem mais recuar (os perseguidores estão à vista no mesmo caminho pelo qual eles vieram), e não sabem o que fazer.

Nisto surge Chávez, o mestiço índio-mexicano que faz parte do bando e havia ficado um pouco para trás. Percebendo a situação em que seu grupo se encontra, ele volta suas atenções para a montaria. Aperta o cavalo e grita: “Assay, assay!” O cavalo prossegue em desabalada carreira, descendo a ravina na mesma velocidade em que vinha. Inspirados, os outros membros do bando (com Billy à frente) esporeiam também suas montarias, e gritando “Assay, assay”, descem o desfiladeiro aos trancos, exatamente quando as forças da lei alcançam o ponto em que estavam, mas não têm a mesma motivação em descer.

Corta para meia hora depois, quando param para descansar e dar água aos animais. Billy the Kid aproxima-se de Chavéz e comenta como foi impressionante o seu gesto de coragem, e como inspirou os demais. Termina elogiando a cultura indígena, e pergunta: afinal de contas, o que significa Assay?

Chávez responde, de pronto e com a típica fleugma de índio de filme de bangue-bangue: “Significa ‘Pare!’, mas o maldito cavalo não entendeu.”

OpenSUSE ou OpenSuse? OpENsuSE!

Monday, August 29th, 2005

tirinha (c) Laerte, scaneada do jornal

There is no spoon

Friday, August 26th, 2005

Hoje vi mais uma daquelas discussões sobre qual é a melhor ou pior distribuição de Linux. A de hoje até que é divertida, principalmente porque a maior parte dos participantes está com seu bit de ironia setado, e os que não estão também não percebem isto nos demais. Mas o ponto em debate nos comentários é tolo como sempre, e eu mantenho minha opinião sobre o assunto. Não que eu ache errado ter preferência ou recomendar uma opção, mas parece uma bobagem muito grande querer convencer os fãs de uma alternativa de que outra é melhor. Inclusive porque todos já deveriam saber que a melhor é a minha ;-) Felizmente, dependendo de como se conduz a coisa, às vezes é uma bobagem engraçada.

E já que estamos no assunto, que tristeza o que está acontecendo com o pessoal de Ourinhos, né? Independente de saber quem está com a razão ou quem tem culpa, dois eventos de software livre com intervalo de 3 semanas e voltados ao mesmo público em uma cidade do porte de Ourinhos parece ser muito pior do que fazer um evento unificado. Infelizmente esta situação é um retrato de vários outros aspectos do ecossistema livre no Brasil.

Quem sabe iniciativas no estilo e com os propósitos da OTUN não acabarão gerando a solução final para esta situação? ;-)

“Gerundismo: o que é e o que está significando”

Tuesday, August 23rd, 2005

Muito legal este artigo mencionado na capa do UOL. Gostei especialmente desta citação: “Nós temos de estar nos unindo para estar mostrando a nossos interlocutores que, sim, pode estar existindo uma maneira de estar aprendendo a estar parando de estar falando deste jeito”.

Pra quem tem interesse mas não tem motivação suficiente pra clicar no link, um trecho do início:

Vício de linguagem que simula a formalidade e evita compromisso com a palavra dada, o gerundismo joga luz sobre o artificialismo nas relações sociais

Por Luiz Costa Pereira Jr.
Ele chegou furtivo, espalhou-se feito gripe e virou uma compulsão nacional. Em menos de uma década, o gerundismo cavou pelas bordas seu lugar sob os holofotes do país. É o Paulo Coelho da linguagem cotidiana. Nas filas de banco, em reuniões de empresas, ao telefone, nas conversas formais, em e-mails e até nas salas de aula, há sempre alguém que “vai estar passando” o nosso recado, “vai estar analisando” nosso pedido ou “vai poder estar procurando” a chave do carro. É fenômeno democrático, sem distinção de classe, profissão, sexo ou idade. O gerundismo já foi alvo de tantos e calorosos debates, que mesmo a polêmica em torno dele pode estar virando uma espécie de esporte de horas vagas, quase uma comichão a que poucos parecem indiferentes. Embora não haja explicação única para a origem do fenômeno, sua popularidade chama a atenção não só de especialistas da língua, mas de empresários e ouvidos sensíveis a saraivadas repetidas do mesmo vício.

Principalmente porque, por trás da aparente certeza sintática, podemos estar diante de um fenômeno com implicações semânticas e pragmáticas – seu sentido, alargado ao dia-a-dia, pode dizer algo sobre a própria cultura brasileira, nem sempre lembrada quando se discute o assunto.
O uso repetitivo do gerúndio tem nome próprio: endorréia. Sim, a palavra é parente da diarréia, para alegria dos humoristas. Mas a vítima do gerundismo não é o gerúndio isolado, in natura, é a estrutura “vou estar + gerúndio”, uma perífrase (locução com duas ou três palavras).

Em si, a locução “vou estar + gerúndio” é legítima quando comunica a idéia de uma ação que ocorre no momento de outra. A sentença “vou estar dormindo na hora da novela” é adequada ao sistema da língua, assim como quando há verbos que indiquem ação ou processo duradouros e contínuos: “amanhã vai estar chovendo” ou “amanhã vou estar trabalhando o dia todo”, por exemplo.

Offspring

Saturday, August 20th, 2005

You gotta keep’em separated

 

The black cars of the guardia civil

Saturday, August 20th, 2005

Are you taking over
Or are you taking orders?
Are you going backwards
Or are you going forwards?

An’ everybody’s doing
Just what they’re told to

White riot – I wanna riot
White riot – a riot of my own
White riot – I wanna riot
White riot – a riot of my own

(White Riot – Strummer/Jones)

Godfather

Thursday, August 18th, 2005

Sonny: “How’s Paulie?”
Clemenza: “Oh, Paulie? You won’t see him no more.”

Michael (to Pentangeli): “My father taught me many things … keep your friends close, but your enemies closer.”

Senator Geary: “It would be a shame if a few rotten apples spoiled the whole barrel.”

Joey Zasa: “You will not give — I’ll take!”

Michael (to Harrison): “My father hated foundations. He loved doing it by himself, man to man”

Michael (to Vincent): “Never hate your enemies — it effects your judgement.”

Restore the balance of the force

Wednesday, August 17th, 2005


Los Expedientes Secretos “X”

 

sk6

Sunday, August 14th, 2005

Ontem acordei cedo (para o padrão de sábados) e aproveitei o tempo adicional para colocar a bicicleta em ordem. Limpeza, um pouco de graxa, encontrei e coloquei em operação o velocímetro, e levei no posto para calibrar os pneus (com 36). Aproveitei para dar uma rápida volta de teste pela ciclovia da Beira-Mar, e parece estar tudo ok, exceto um barulho estranho nos rolamentos. Vou verificar isto depois, mas a princípio (se o fim do inverno se confirmar) quero reiniciar imediatamente os passeios regulares, para estar já em condições de ir até o Campeche (pela Beira-Mar Sul, nada de morro da lagoa) no dia 29 de outubro.

Mas o cuidado e preparação matinais não continuaram na parte da tarde. Circunstâncias incomuns (inclusive a falta de lugar para estacionar no centro da cidade) me levaram a pegar um skate para usá-lo como meio de transporte de emergência. Mas desta vez não dei atenção ao conselho do meu avô, que sempre dizia que o primeiro dever do artífice é zelar pelo equipamento, e simplesmente coloquei o carrinho no asfalto pra andar. Andei 30 metros e uma roda pulou fora. A porca desapareceu, nunca mais será emcontrada. A roda eu salvei, é novinha. Um dia arrumo. Pelo menos não caí, não estava com nenhum equipamento de segurança.

Hoje foi dia de almoço com cerveja gelada (aquelas Skol Cicarelli, de boca mais larga) e champagne no brinde da sobremesa na casa do nonno Luigi, e agora de noite vou visitar meu pai para tomar um café.

Not many people are named after plane crashes

Friday, August 12th, 2005

Tommy: Then what happens to the rabbit?
Turkish: Well, it gets fucked.
Tommy: Proper fucked?
Turkish: Yeah, before Zee Germans get here.

Turkish: Hold tight. What’s that?
Tommy: It’s me belt, Turkish.
Turkish: No, Tommy. There’s a gun in your trousers. What’s a gun doing in your trousers?
Tommy: It’s for protection.
Turkish: Protection from what? Zee Germans?

(Snatch, 2000)