Recentemente um padre parananense exibido tentou realizar um vôo amarrado a um montão de balões de festa, em um dia de mau tempo, sem saber usar o equipamento que levava “a bordo” e que em última análise poderia ter viabilizado a chegada a tempo do resgate que daria um final diferente à sua trágica estupidez.
Pensei em fazer o trabalho final da minha pós em Gerenciamento de Projetos estudando este caso, e ainda não desisti, embora o esforço demandado pelo rigor científico necessário esteja me afastando – basear-se apenas nos relatos da imprensa me parece insuficiente, e certamente consigo encontrar algum caso mais simples de estudar.
Mas a existência de casos bem-sucedidos para comparar me faz continuar com esta idéia na cabeça. A foto acima é do recente vôo de Kent Couch, dono de um posto de gasolina, que foi do Oregon até Idaho – pouco mais de 300 km sobre o deserto.
Foi o terceiro vôo deste tipo que o Couch já fez, e neste ele levou 3 tanques de lastro líquido, que ele esvaziava aos poucos quando queria subir, uma vara com gancho, uma espingarda de pressão e uma pistola de dardos (pra atirar em balões para descer um pouco ou mesmo pousar), e mais um suprimento de ovos cozidos, carne seca e chocolate.
E ele também não descuidou da segurança e dos equipamentos de bordo: um pára-quedas (não utilizado), um GPS com altímetro, um fone via satélite e 2 rastreadores GPS – um preso nele, e o outro na cadeira de jardim em que ele voou.
E ele não foi o primeiro a sobreviver a esta idéia amalucada: em 1982 Larry Walters voou a 16.000 pés, tendo sido avistado por múltiplos aviões comerciais. A aterrissagem dele não foi tão bem-sucedida, e ele teve que pagar uma multa de US$ 1500, mas saiu andando.
A conclusão? Tem várias possíveis, mas a que me vêm à cabeça mais freqüentemente é que não é porque a idéia em si parece estúpida que o projeto e a execução também precisam ser.